14 de Novembro de 2008

Escoteiros no Teatro

O Projeto Cultural Lâmpada Mágica 2008, também esteve presente no palco do Teatro Municipal União, em Triunfo.

As belas imagens, músicas executadas ao vivo aliadas à leveza, humor e ironia, fazem de “A mulher que comeu o mundo” um espetáculo que encanta adultos e crianças.

A inusitada história se passa em uma pequena cidade, onde um célebre e rico ladrão, pai de uma moça gorda, morre. Ela era filha única, vivia isolada do mundo e, sem o pai, nada sabia fazer. Tamanha é a dor em seu coração que a moça esfarela o pai e o come, para tê-lo sempre consigo. E não sabendo mais o que comer, sai e pede aos vizinhos. Ao perceberem que a mulher não conhece o valor do dinheiro e está disposta a trocar toda a fortuna herdada por comida, os vizinhos, oportunistas e interesseiros, bajulam-na em troca de suas riquezas. Para saciar seu apetite insaciável, ela sai em busca de mais o que comer, até que come tudo o que existe no mundo.

A metáfora da gorda que come tudo proporciona uma multiplicidade de interpretações. Uma delas possui cunho social: a gorda e suas peripécias evidenciam a ganância e a busca desenfreada pelo poder. Outra, de caráter humanístico, destaca a idéia da ridícula condição humana de querer a permanência, a posse das coisas e, por isso, lutar, querer a dominação, matar e fazer guerra. A utilização de máscaras pelos atores cria uma possibilidade de distanciamento na leitura do público, o que remete a outras significações sobre as relações humanas. Muitas questões são pontuadas a partir da obra: o fazer teatral, o desejo, a inveja, os limites, a solidão e o significado do que é riqueza, entre outros.




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